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Glossário de Energia Temporária: kVA, kW, QTA, TR e Outros Termos
kVA é a potência aparente de um gerador, transformador ou UPS; kW é a potência ativa, a parte que vira trabalho; QTA é o quadro que passa a carga da rede para o gerador sozinho quando a energia cai; e TR é a unidade de capacidade de resfriamento de chillers e rooftops. Este glossário reúne esses e outros termos que aparecem num pedido de locação de energia temporária, com uma definição curta de cada um e o link para aprofundar.
Os termos estão agrupados por assunto. Se você ainda não tem os números do seu projeto, não trave: a nossa equipe levanta os dados com você — veja a última pergunta no fim da página.
Potência e eletricidade
kVA
Quilovolt-ampère, a unidade da potência aparente: o produto da tensão pela corrente. É a unidade de geradores, transformadores e UPS — a gente tem geradores de 40 a 2.500 kVA, transformadores de 5 a 1.500 kVA e UPS de 10 a 300 kVA. A conversão para kW, faixa a faixa, está no guia de potências de geradores.
kW
Quilowatt, a unidade da potência ativa: a parte da energia que realiza trabalho — gira o motor, aquece, ilumina. kW é igual a kVA multiplicado pelo fator de potência. Bancos de carga e motores a diesel são especificados em kW, e mil kW formam 1 MW.
kWh
Quilowatt-hora, a unidade de energia: potência ao longo do tempo. Uma carga de 1 kW ligada durante uma hora consome 1 kWh. É o que a conta de luz cobra; para dimensionar um gerador ou um UPS, o que conta é a potência (kVA e kW), e o kWh entra no cálculo de consumo de diesel e de autonomia.
Fator de potência
A razão entre a potência ativa (kW) e a aparente (kVA), um número entre 0 e 1; fica abaixo de 1 quando motores e reatores consomem também potência reativa (kvar). Com fator 0,8, referência comum em geradores, 500 kVA dão cerca de 400 kW — veja a tabela de potências de geradores.
Tensão
A diferença de potencial elétrico, medida em volts (V). Em baixa tensão, as mais comuns no Brasil são 127/220 V e 220/380 V; a indústria também trabalha em 440 V, e equipamentos importados podem pedir 480 V. A fonte precisa entregar a tensão que a carga pede; quando não entrega, entra o transformador. Os bancos de carga da TEG trabalham em 220, 380, 440 e 480 V.
Trifásico e monofásico
O sistema monofásico usa uma fase e o neutro e atende cargas pequenas, como residências e escritórios. O trifásico usa três fases defasadas entre si e distribui a potência de forma equilibrada — é o padrão de motores, indústria e qualquer carga de maior porte. Transformadores e UPS existem nas duas versões.
Frequência
O número de ciclos por segundo da corrente alternada, medido em hertz (Hz). No Brasil, a rede é de 60 Hz; boa parte da Europa usa 50 Hz. O gerador precisa entregar a frequência da carga, e o transformador muda a tensão, não a frequência.
Corrente de partida
O pico de corrente que um motor puxa ao ligar, várias vezes maior que a corrente nominal, durante alguns segundos. Compressores, bombas, elevadores e chillers são os casos típicos. O gerador precisa de margem para absorver esse pico sem derrubar a tensão; soft-starter e inversor de frequência reduzem o problema.
Simultaneidade
A parcela da carga instalada que funciona ao mesmo tempo, expressa pelo fator de demanda: a razão entre a demanda máxima e a soma de todas as cargas. Somar as potências de todas as placas costuma superestimar a carga, porque nem tudo liga junto. Aplicar a simultaneidade é o que leva ao número real para dimensionar gerador, transformador ou UPS.
Diagrama unifilar
O desenho da instalação elétrica em que cada circuito aparece como uma única linha: fontes, transformadores, quadros, disjuntores e cargas, com potências e tensões. É o documento que mais ajuda a dimensionar uma locação — mande junto com o pedido de cotação, se tiver.
Geradores
Grupo gerador
O nome técnico do gerador: um motor a diesel acoplado a um alternador, com painel de controle, base e, normalmente, tanque e cabine. O motor entrega a potência mecânica e o alternador a transforma em energia elétrica. A gente tem geradores de 40 a 2.500 kVA, com mais de um gerador quando o projeto pede. Veja o aluguel de geradores.
Regime standby, prime e contínuo
As classes de uso de um gerador, definidas pela norma ISO 8528. Standby é para emergência: entra quando falta a rede e opera um número limitado de horas por ano. Prime é para o gerador como fonte principal, com carga variável e sem limite de horas; contínuo, para carga constante e sem limite de horas. O mesmo gerador tem potências diferentes em cada regime — a de standby é a maior —, e a nossa equipe indica a configuração pelo regime de uso do seu projeto.
USCA
Unidade de Supervisão de Corrente Alternada: o controlador do gerador. Ela monitora a rede e o gerador, comanda a partida e a parada, aciona as proteções e, em sistemas automáticos, comanda a transferência na QTA.
QTA
Quadro de Transferência Automática: o painel que passa a carga da rede para o gerador sozinho quando a energia cai e a devolve quando a rede volta, comandado pela USCA. Entre a queda e o gerador assumir passam alguns segundos — carga que não pode piscar nesse intervalo precisa de UPS. Quando a instalação pede, a gente instala a QTA junto com o gerador; a ligação ao quadro do cliente pede um desligamento curto, numa janela combinada com você. Veja o guia da QTA.
Chave reversora
A transferência manual entre rede e gerador: uma chave que seleciona uma fonte ou a outra, com intertravamento para as duas nunca ficarem ligadas juntas. Alguém precisa operar a troca, então a carga fica sem energia até a manobra. Atende bem onde essa pausa é aceitável; onde não é, o caminho é a QTA.
Paralelismo de geradores
Dois ou mais geradores sincronizados — mesma tensão, frequência, sequência de fases e ângulo — alimentando o mesmo barramento e dividindo a carga. Serve para somar potência, criar redundância e desligar unidades quando a carga cai. Quando o projeto pede geradores em paralelo, o estudo de paralelismo é feito pela engenharia da TEG, e a proteção (relés e disjuntores) é validada a partir do projeto elétrico do cliente.
Redundância N+1
Um arranjo com uma unidade de reserva além das N necessárias para a carga: se uma sai, as outras seguram. O 2N vai além e duplica toda a capacidade e o caminho de energia. Vale para geradores e UPS e é comum em data centers — veja a energia para data center.
Autonomia
O tempo que o gerador funciona sem reabastecer. Depende do tamanho do tanque e da carga: quanto mais carga, mais diesel por hora. Para autonomias longas, entram o tanque externo e o plano de abastecimento.
Tanque externo
Um tanque de diesel adicional, ligado ao gerador, que estende a autonomia além do tanque de base. Na TEG, tanques externos de autonomia estendida podem entrar na proposta.
Plano de abastecimento
O serviço que organiza a entrega de diesel e o reabastecimento do gerador pelo regime de uso do projeto. Na TEG, o diesel entra com o plano de abastecimento contratado — ou, em eventos curtos, dentro de uma franquia de horas de uso.
Gerador silenciado
O gerador montado em cabine acústica — também chamado de carenado ou cabinado —, que reduz o ruído sem perder potência. É o indicado para hospitais, condomínios, eventos e áreas urbanas, onde o barulho incomoda.
Aterramento
A ligação intencional do sistema elétrico e das partes metálicas à terra, por hastes e condutores. Protege as pessoas contra choque, dá referência para as proteções atuarem e reduz interferências. Todo gerador temporário precisa de aterramento conferido antes da partida.
Transformadores
Transformador elevador e abaixador
O elevador aumenta a tensão (por exemplo, de 220 para 380 V); o abaixador, ou rebaixador, reduz (de 480 para 380 V, por exemplo). Cada transformador tem direção de operação, tensões e conexões definidas — nem todo serve para os dois usos. A gente tem transformadores de 5 a 1.500 kVA; veja o aluguel de transformadores.
Transformador a seco e a óleo
No transformador a seco, os enrolamentos são isolados por resina e resfriados pelo ar, sem líquido — o indicado para áreas internas e perto de pessoas. No transformador a óleo, os enrolamentos ficam imersos em óleo isolante, que também resfria; é robusto e comum em áreas externas, com contenção para o óleo. A TEG tem os dois tipos.
Relação de transformação
A razão entre a tensão do primário e a do secundário — 380/220 V, por exemplo. Ela acompanha a razão entre o número de espiras dos enrolamentos e é o que define se o transformador serve para a instalação.
Grupo vetorial
A notação que diz como os enrolamentos do primário e do secundário estão ligados — triângulo (D), estrela (Y) ou zigue-zague (Z) — e a defasagem entre eles. Em Dyn1, por exemplo, o primário está em triângulo, o secundário em estrela com neutro acessível, e a defasagem é de 30 graus. Transformadores em paralelo precisam de grupos vetoriais compatíveis.
Impedância
A impedância percentual (Z%) indica quanto da tensão nominal é necessário para fazer circular a corrente nominal com a saída em curto. Na prática, ela define a queda de tensão sob carga e limita a corrente de curto-circuito. Em paralelo, os transformadores precisam de impedâncias próximas para dividir a carga por igual.
Taps
Derivações no enrolamento que permitem ajustar a relação de transformação em pequenos degraus, para compensar uma tensão de rede acima ou abaixo da nominal. Na maioria dos transformadores de distribuição, a troca de tap é feita com o equipamento desenergizado.
UPS e baterias
UPS e no-break
UPS é a sigla em inglês para sistema de alimentação ininterrupta, e no-break é o nome mais comum no Brasil: o mesmo equipamento, com retificador, baterias e inversor, que mantém a carga alimentada sem interrupção quando a rede falha e condiciona a energia. A topologia muda o projeto: online de dupla conversão, line-interactive ou standby. A gente tem UPS de 10 a 300 kVA, com instalação, bypass e energização pelo nosso time técnico, com ART — nunca para cargas de suporte à vida. Veja o aluguel de UPS e no-break.
Bypass
O caminho que alimenta a carga direto da fonte, sem passar pela eletrônica do UPS. O bypass estático é automático e entra em caso de falha ou sobrecarga; o bypass de manutenção é manual — interno ou numa chave externa — e permite trocar ou consertar o UPS sem desligar a carga. Em bypass, a carga fica sem a proteção do UPS.
Autonomia das baterias
O tempo que o UPS sustenta a carga só com as baterias. Depende da carga ligada, da quantidade e do estado das baterias e da temperatura. Na maioria dos projetos, ela cobre o intervalo até o gerador assumir; em outros, garante um desligamento controlado. Antes de ligar UPS e gerador juntos, a nossa equipe confere a compatibilidade — veja como UPS e gerador trabalham juntos.
Testes
Banco de carga
O equipamento que simula, de forma controlada, a carga elétrica que um gerador, UPS ou sistema vai encontrar em operação, transformando a energia em calor. O resistivo absorve potência ativa (kW); o resistivo-indutivo soma potência reativa (kvar) para testar com fator de potência indutivo. A gente tem bancos de carga de 50 kW a 10 MW, em 220, 380, 440 e 480 V — veja a locação de banco de carga.
Teste de carga
O ensaio que aplica carga em etapas para comprovar que o equipamento sustenta a potência nominal, medindo tensão, frequência, temperatura e estabilidade. Ligar o gerador em vazio prova que ele parte, não que aguenta a carga. Na TEG, a partida do gerador inclui teste de carga com relatório, em toda locação. Veja por que validar antes de precisar.
Comissionamento
O conjunto de inspeções e testes que comprova que uma instalação funciona como o projeto prevê, antes de entrar em operação ou depois de uma mudança. Vai do teste em fábrica ao teste integrado de todos os sistemas. Na locação de gerador, partida e comissionamento com engenheiro técnico entram sob demanda. Veja o comissionamento de data center com banco de carga.
Relatório de teste
O documento que registra o ensaio: as medições de cada etapa, o escopo executado e o resultado. Serve de evidência para a manutenção, a seguradora e a auditoria — mas quem aprova é quem exige o teste. Na TEG, a ART entra quando o cliente solicita.
Climatização
TR
Tonelada de refrigeração, a unidade de capacidade de resfriamento usada para chillers e rooftops. 1 TR equivale a 12.000 BTU/h, ou cerca de 3,5 kW térmicos — o calor necessário para derreter uma tonelada curta de gelo ao longo de um dia.
BTU/h
A unidade britânica de potência térmica por hora, comum em aparelhos de ar-condicionado split. Para converter em TR, divida por 12.000: 60.000 BTU/h são 5 TR. Para comparar com kW, 1 kW equivale a cerca de 3.412 BTU/h.
Chiller
O equipamento que resfria água — ou uma mistura com glicol — que circula até as unidades de ar ou até um processo industrial. O chiller a ar rejeita o calor direto no ambiente externo; o chiller a água precisa de torre de resfriamento. A gente tem chillers de 20 a 350 TR — veja o aluguel de chillers e rooftops.
Rooftop
O rooftop de ar-condicionado é uma unidade compacta que resfria e movimenta o ar, ligada a dutos de insuflamento e retorno. Fica fora do ambiente — no telhado ou no solo — e é comum em galpões, lojas e tendas de evento. A gente tem rooftops de 5 a 40 TR; veja quando usar chiller ou rooftop.
Água gelada
O sistema em que o chiller resfria água e bombas a levam até as unidades que entregam o ar frio — fancoils e climatizadores — ou até o processo; a água volta mais quente e o ciclo recomeça. É a arquitetura comum em prédios grandes, data centers e indústrias.
Carga térmica
A quantidade de calor que precisa ser retirada de um ambiente ou processo para manter a temperatura desejada. Vem de pessoas, equipamentos, iluminação, sol e renovação de ar, e é medida em TR, BTU/h ou kW. É o ponto de partida para dimensionar chiller ou rooftop — veja como dimensionar a climatização de um evento.
Locação e contrato
Na TEG, valores, escopo e prazo de entrega são confirmados na proposta.
ART
Anotação de Responsabilidade Técnica: o registro no CREA que identifica o profissional responsável por uma atividade técnica. Não é, por si só, um certificado de aprovação do equipamento ou da instalação. Na TEG, a ART é emitida quando o cliente solicita; na instalação de UPS, ela já vem incluída.
NR-10
A Norma Regulamentadora 10, do Ministério do Trabalho e Emprego, que define requisitos de segurança para quem trabalha em instalações elétricas ou perto delas: treinamento, procedimentos, medidas de proteção e desenergização. Credenciais como NR-10, CREA e seguro, a TEG envia sob demanda.
Fatura de locação
O documento de cobrança do aluguel do equipamento. Na TEG, a locação é cobrada por fatura de locação, e o faturamento a prazo vale para clientes cadastrados e aprovados.
Prazo mínimo
O período mínimo de contrato que algumas locadoras exigem. A TEG não tem prazo mínimo: a locação pode ser diária, semanal, mensal ou por projeto, e o período sai definido na proposta.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre kVA e kW?
kVA é a potência aparente e kW é a potência ativa, a parte que vira trabalho: kW = kVA × fator de potência. A conversão faixa a faixa está na tabela de potências de geradores.
Como converter BTU em TR?
Divida o valor em BTU/h por 12.000. Um ambiente que pede 240.000 BTU/h precisa de 20 TR. Para passar de kW térmico para TR, divida por cerca de 3,5.
O que mandar para a cotação se eu não souber esses números?
O que você tiver: a foto da placa do equipamento, o diagrama unifilar, a lista do que precisa ficar ligado ou só a descrição do problema. A nossa equipe levanta os dados que faltam e confirma o dimensionamento na proposta.
Precisa de gerador, transformador, banco de carga, UPS ou chiller em São Paulo? Peça a cotação abaixo com o que você já tem — placa, diagrama ou só a descrição — e a nossa equipe completa os números com você. Se preferir, fale pelo WhatsApp ou ligue grátis no 0800 878 2488 — atendimento 24h, 7 dias por semana.